A Nomad ensina: Arrendar – o Inquilino

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Somos homens de palavra, e voltámos para terminar a primeira aula: agora falamos para o inquilino, tal como prometemos, quase em jeito de confidência. Como por aqui não há muito (mais) a dizer, informamos que a leitura deste post não dispensa a consulta do anterior. Ficam os conselhos da Nomad.

 

1.PARA NÃO SOFRER POR ANTECIPAÇÃO:

Tal como foi para o senhorio, o “ex” tem fortes possibilidades de ser o melhor amigo do inquilino. Entrar em contacto com quem já esteve na sua pele é a melhor maneira de saber mais sobre o senhorio e o modo como se relacionava com anteriores arrendatários.

Antes de assinar o contrato, recomendamos que adote uma posição de inspetor da PJ, e que faça todas as perguntas que lhe venham à cabeça, de modo a esclarecer toda e qualquer dúvida acerca da sua futura casa.

Falamos de pequenas obras e modificações do imóvel, do prazo de pagamento da renda, da possibilidade de subarrendamento, do ruído e animais domésticos. Lembre-se de que tudo pode estar referido nas cláusulas contratuais, sendo que o contrato serve também para firmar os direitos e deveres de ambas as partes.

 

2.COMO MANTER UMA RELAÇÃO SAUDÁVEL COM O SENHORIO?

A relação entre senhorio e inquilino pode ser bastante volátil, e, nesse sentido, juntámos algumas dicas que podem ajudar a evitar os problemas mais comuns.
Já “demos na cabeça” dos senhorios, ficam agora aqui as nossas sugestões para os novos moradores.

A dica mais valiosa que lhe podemos dar é que pague a renda a horas. Do outro lado está uma pessoa que pode ter na sua renda, a sua principal fonte de rendimento. Além do mais, o atraso no pagamento da renda causará, sem ser justificado, um mau estar desnecessário entre o senhorio e o inquilino.
É perfeitamente compreensível que, num ou noutro caso, haja circunstâncias pontuais que atrasem o pagamento, mas nesse caso o ideal será avisar o senhorio, com a maior antecedência possível, e explicar-lhe as razões do atraso, apontando uma nova data para o pagamento da renda.

Havendo uma boa relação de base entre os dois, e um sólido histórico de pagamentos a horas, não haverá motivos para ponderar o divórcio.

A outra dica que lhe queremos dar é a que, carinhosamente, chamamos de “comunhão de bens”.

Aqui, não há muito a dizer: lembre-se de que a casa a que chama de “sua”, também é do senhorio, e trate-a como se fosse um filho. Evite estragos desnecessários, e seja cuidadoso, não só com o imóvel como também com o recheio do mesmo, até ao último garfo.

 

3.COMO TER SEMPRE SORRISOS NO ELEVADOR?

“Mas os maridos das outras não
Porque os maridos das outras são
O arquétipo da perfeição
O pináculo da criação.”

O que lhe sugerimos é que seja, para os seus novos vizinhos, se for caso disso, um “marido das outras”.

 Aqui, a amabilidade é rainha. Achamos que uma boa relação com os vizinhos é quase tão importante como a que se tem com o senhorio. Por isso, seja simpático, cumpra as regras do prédio, tenha atenção à tão frágil relação hora-ruído, não estrague os espaços comuns, e muito, muito importante, tenha cuidado com os sacos do lixo e o rasto de destruição que estes gostam de deixar para atrás.

Um “bom dia” ou “boa tarde” e um “tudo bem consigo e com o seu filho?” é sempre um mínimo esforço que causa sorrisos e bem-estar na vizinhança. Ajudar uma vizinha mais idosa com os sacos das compras então pode até garantir as sobras de uma sobremesa noutro dia, e quem é que pode recusar uma proposta dessas?

 Acima de tudo lembre-se: Sempre que sujar, limpe!

 

Obrigado por ter perdido este tempo a ler o nosso artigo. Esperamos que seja útil!